Iniciativa realizou 10 oficinas de pintura em tecido, com 40 horas de atividades, atendendo 15 mulheres e criando novas perspectivas de geração de renda por meio do artesanato
O projeto “Ribeirinhas que Fazem Arte” foi concluído com sucesso na comunidade ribeirinha de Fontanillas, em Mato Grosso, após uma programação voltada à valorização, capacitação e fortalecimento da autonomia de mulheres ribeirinhas e indígenas.
Realizado pela Associação Instituto Saberes, tendo Layana Eduarda Reis Viana como co-proponente, o projeto integra o segmento Culturas Ribeirinhas e foi contemplado pelo Edital de Seleção Pública nº 03/2022/SECEL/MT – Viver Cultura, por meio do Termo de Fomento nº 032022-06695, Processo nº SECEL-PRO-2022/06695, com investimento de R$ 30 mil.
Entre os dias 22 de janeiro e 3 de fevereiro de 2024, o projeto promoveu 10 oficinas de pintura em tecido. Cada oficina teve duração de quatro horas, totalizando 40 horas de atividades presenciais.
As oficinas contaram com a participação de 15 mulheres ribeirinhas e indígenas, alcançando integralmente o público previsto pelo projeto. Durante os encontros, foram trabalhadas as técnicas de pintura porcelanizada e pintura country, proporcionando às participantes conhecimentos que podem ser aplicados na produção artesanal.
O cronograma foi desenvolvido de forma contínua: as oficinas 1 e 2 ocorreram nos dias 22 e 23 de janeiro; as oficinas 3 e 4, nos dias 24 e 25; as oficinas 5 e 6, nos dias 26 e 29; as oficinas 7 e 8, nos dias 30 e 31 de janeiro; e as oficinas 9 e 10, nos dias 1º e 2 de fevereiro. O encerramento aconteceu no dia 3 de fevereiro de 2024.
O “Ribeirinhas que Fazem Arte” nasceu com a proposta de ir além do ensino de técnicas artesanais. A iniciativa buscou incentivar a produção de peças que possam ser comercializadas tanto na própria comunidade quanto por meio das redes sociais.
O projeto também incorporou a arte como instrumento de bem-estar, autoestima e tranquilidade, ao mesmo tempo em que procurou contribuir para a redução da instabilidade econômica enfrentada por mulheres ribeirinhas e indígenas, criando possibilidades para uma nova fonte de renda.
De acordo com o relatório final, um dos principais benefícios alcançados foi justamente proporcionar às mulheres da comunidade o aprendizado de uma técnica artesanal com potencial de geração de renda extra por meio da comercialização das peças produzidas.
O documento destaca ainda que 100% das participantes foram mulheres e que, a partir das oficinas, elas puderam vislumbrar no artesanato uma nova possibilidade de geração de renda. O projeto previa atender 15 pessoas e alcançou exatamente 15 participantes, cumprindo integralmente a meta estabelecida.
Para garantir a organização e execução das ações, o trabalho foi estruturado em três grandes etapas.
Na primeira, de produção, foram realizados os ajustes na planilha financeira, contratação da equipe, elaboração do plano de mídia, elaboração de estratégia para divulgação e venda das peças artesanais pela internet e preparação e organização de todos os materiais utilizados nas oficinas.
A segunda etapa correspondeu à execução das atividades. Além das 10 oficinas, o projeto colocou em prática um plano de mídia com divulgação nas redes sociais e na imprensa local e regional. Também houve divulgação presencial, estratégia importante para alcançar moradores sem acesso à internet ou a outras tecnologias.
Já na etapa de pós-execução, foram realizadas a divulgação da conclusão dos trabalhos nas mídias sociais do Instituto Saberes e do próprio projeto, a elaboração da prestação de contas e sua entrega à Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso.
A comunicação foi uma das ações previstas durante a execução. Além da divulgação presencial e na imprensa, foi utilizado um perfil específico do projeto no Instagram para registrar e divulgar as oficinas.
A realização do “Ribeirinhas que Fazem Arte” ganha ainda mais importância diante das características sociais e econômicas de Fontanillas.
A comunidade possui uma população heterogênea e multicultural, formada por indígenas, descendentes de seringueiros e pessoas que chegaram posteriormente à região. Sua economia está ligada principalmente à pesca, coleta da castanha-do-Brasil, pequenos comércios, turismo e carvoaria. O próprio projeto identificou as mulheres como um dos públicos mais afetados pela falta de oportunidades de geração de renda na comunidade.
Ao final da iniciativa, o projeto deixa como resultado não apenas as peças produzidas durante as oficinas, mas principalmente conhecimento e novas possibilidades para 15 mulheres ribeirinhas e indígenas.
Com 10 oficinas realizadas, 40 horas de atividades, 15 mulheres atendidas, técnicas de pintura ensinadas, divulgação presencial e digital e ações voltadas à comercialização do artesanato, o “Ribeirinhas que Fazem Arte” encerrou sua programação cumprindo o público previsto e fortalecendo a arte como caminho para autonomia, criatividade e geração de renda na comunidade de Fontanillas.